sexta-feira, 14 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
'02 - Elvas
A cidade de Elvas situa-se no distrito de Portalegre, no Alto Alentejo, às portas de Espanha, sendo a mais importante praça-forte portuguesa, e tendo, por esse motivo, o cognome de “Rainha da Fronteira”.
O município de Elvas é limitado a norte pelo município de Arronches, a nordeste por Campo maior, a sudeste por Olivença e Badajoz, a sul pelo Alandroal e Vila Viçosa e a oeste por Borba e Monforte.
Com influências ancestrais que remontam aos Godos e aos Celtas, passando pelos Romanos e pelos Árabes, a cidade de Elvas dispõe de um conjunto de fortificações abaluartadas que fundamentaram a apresentação à UNESCO da sua candidatura a Património Mundial da Humanidade em 21 de Maio de 2009.
Elvas foi conquistada aos Mouros em 1166, no decurso do reinado de D. Afonso Henriques, tendo posteriormente sido perdida e reconquistada, passando a fazer definitivamente parte do território português em 1229, durante o reinado de D. Sancho II.
Em 1513 D. Manuel I concedeu-lhe a elevação à categoria de cidade, outorgando-lhe o correspondente foral.
A riqueza da sua história reflecte-se no facto da cidade de Elvas ser também conhecida por “Cidade Monumental” ou por “Cidade Museológica”.
Fazendo parte da história de Portugal não apenas pela sua monumentalidade, a cidade de Elvas sempre se caracterizou pela coragem da sua população, a qual ficou evidenciada na resistência às tropas de Castela durante 25 dias no Verão de 1385 e na oposição ao cerco espanhol em 1658, permitindo a vitória de Portugal na batalha das Linhas de Elvas em 14 de Janeiro de 1659.
As muralhas da cidade, em forma de polígono, foram fundamentais para o sucesso da resistência Elvense às investidas castelhanas.
As recordações de um tempo remoto, pejado de batalhas pela independência travadas com Castela, sustentam, nos dias de hoje, as memórias que os livros de história trouxeram até à actualidade.
Actualidade, essa, que é marcada pelo são convívio entre as populações vizinhas de Portugal e Espanha e que ficou bem evidenciado no VI Na Rota dos Cafés Delta, um evento que reuniu um número assinalável de viaturas clássicas e cujo testemunho já faz parte deste blogue.
Após o almoço de encerramento deste excelente evento, o ’02 aproveitou a viagem de regresso para visitar a cidade de Elvas.
O tempo escasso disponível para a visita, que contrastou com a história milenar desta cidade, apenas permitiu uma breve passagem por dois dos mais importantes monumentos desta zona do país: o Castelo Medieval e o Aqueduto da Amoreira.
O Castelo Medieval assenta sobre uma estrutura muçulmana, sendo que a sua reedificação data do reinado de D. Sancho II. Este monumento ergue-se na cota mais elevada de Elvas, 320 metros acima do nível do Mar, integrando-se no sistema defensivo e de protecção da cidade e do reino de Portugal.
No reinado de D. Dinis foram introduzidas inovações ao nível das coberturas e nos séculos seguintes, D. João II e D. Manuel I fizeram diversas adaptações de gosto renascentista, que contribuíram para que passasse a ter um carácter mais residencial.
Em meados do século XVII procedeu-se a uma grande reforma militar, permitindo que o Castelo de Elvas passasse a ser um dos mais notáveis conjuntos abaluartados da Europa, numa altura em que as guerras de fronteira (1641 – 1668) lhe concederam uma importância estratégica assinalável.
Junto a um monumento marcante do milénio passado, um automóvel marcante do século passado:
O Aqueduto da Amoreira, que é constituído por 843 arcos, numa extensão de 7.790 metros, liga o local da Amoreira à cidade de Elvas.
As obras do Aqueduto de Elvas iniciaram-se em 1537, por ordem de D. João III, tendo sido suspensas e retomadas por várias vezes, concluindo-se em 1622, aquando da conclusão da Fonte da Misericórdia, que finalizava o percurso das galerias do aqueduto.
A imponência do Aqueduto da Amoreira permitiu um enquadramento perfeito para registar a passagem do ’02 pela cidade de Elvas…
segunda-feira, 10 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
'02 - Sempre na moda...
Não… Não fui eu que tirei esta foto e nem sequer conheço esta menina…
Mas devo reconhecer que esta t-shirt lhe assenta muito bem…
Ah... Já agora, deixem-me dizer que olhando para esta foto apetece-me dizer que o '02 está pronto para as curvas...
W123 - Crash Test
O W123 foi uma das gamas da Mercedes-Benz em que foi mais notório o salto qualitativo em termos de segurança.
Neste modelo foram incluídos de série os travões de disco nas 4 rodas, faróis dianteiros ajustáveis, a luz de nevoeiro traseira, a coluna de direcção de segurança e a absorção de energia nas zonas de deformação controlada à frente e atrás, entre outros elementos de segurança.
A partir de 1980 são oferecidos como opção o ABS e o Airbag para o condutor, sendo um dos primeiros veículos a nível mundial a oferecer este equipamento, para além dos cintos com pré-sensores.
Nesta imagem, onde são evidenciados os elevados padrões de segurança deste modelo, podemos observar um crash test de um W123 com a presença do mítico Dr. Oscar e respectiva família no seu interior…
Neste modelo foram incluídos de série os travões de disco nas 4 rodas, faróis dianteiros ajustáveis, a luz de nevoeiro traseira, a coluna de direcção de segurança e a absorção de energia nas zonas de deformação controlada à frente e atrás, entre outros elementos de segurança.
A partir de 1980 são oferecidos como opção o ABS e o Airbag para o condutor, sendo um dos primeiros veículos a nível mundial a oferecer este equipamento, para além dos cintos com pré-sensores.
Nesta imagem, onde são evidenciados os elevados padrões de segurança deste modelo, podemos observar um crash test de um W123 com a presença do mítico Dr. Oscar e respectiva família no seu interior…
terça-feira, 27 de abril de 2010
'02 - VI Na Rota dos Cafés Delta
No passado fim-de-semana decorreu mais uma edição do evento Na Rota dos Cafés Delta.
A sexta edição deste evento contou com a presença de 68 veículos clássicos e mais de 140 participantes.
O ’02 teve o privilégio de participar pela primeira vez neste passeio de veículos clássicos, que é, pela excelência da organização e pela beleza dos locais visitados, um evento de referência em Portugal e Espanha.
Na lista de participantes, onde constava um extenso número de viaturas de matrícula espanhola, foi-lhe atribuído o número 36.
Na manhã de Sábado, as viaturas partiram de Campo Maior, passando por Elvas, Juromenha, Alandroal, Terena, Reguengos de Monsaraz e S. Pedro do Corval, até chegarem a Monsaraz.
À noite, o jantar foi servido nas instalações da quinta da Família Nabeiro, junto à fábrica da Nova Delta, principal patrocinador deste evento.
No Domingo, a comitiva seguiu até Olivença, cidade espanhola que já teve soberania portuguesa entre 1297 e 1801, anos em que foram celebrados, respectivamente, os Tratados de Alcanizes e Badajoz.
As viaturas ficaram aparcadas junto ao Castelo de Olivença.
A torre de menagem (a mais alta da linha raiana, com 35 metros de altura), construída durante o reinado de D. João II, permitiu uma imagem global sobre as viaturas que participaram neste evento.
De regresso a Campo Maior, foi servido o almoço nas instalações da quinta da Família Nabeiro, cujo parque ostentava uma colecção de viaturas clássicas de fazer inveja…
O imponente Chevrolet Impala, de 1959, propriedade de Filipe Palmeiro.
E algumas das restantes relíquias presentes, começando pelos W123 que participaram neste evento.
O ’02 teve o privilégio de participar pela primeira vez neste passeio de veículos clássicos, que é, pela excelência da organização e pela beleza dos locais visitados, um evento de referência em Portugal e Espanha.
Na lista de participantes, onde constava um extenso número de viaturas de matrícula espanhola, foi-lhe atribuído o número 36.
Esta localidade alentejana, conhecida pela sua beleza e interesse histórico e patrimonial é também caracterizada pela bela paisagem que a rodeia.
No Castelo de Monsaraz, que se ergue sobre o monte com a mesma designação, e de onde se tem uma magnífica vista sobre o Guadiana e a fronteira com Espanha, foi servido um aperitivo aos participantes neste evento.
Após esta incursão no passado histórico do nosso país, a comitiva seguiu viagem até à marina da Amieira, onde foi servido o almoço.
Após o repasto, as viaturas voltaram a Campo Maior, com passagem por S. Marcos do Campo, Reguengos de Monsaraz, Redondo, Bencatel, Vila Viçosa, Borba e Elvas.
À noite, o jantar foi servido nas instalações da quinta da Família Nabeiro, junto à fábrica da Nova Delta, principal patrocinador deste evento.
As viaturas ficaram aparcadas junto ao Castelo de Olivença.
A torre de menagem (a mais alta da linha raiana, com 35 metros de altura), construída durante o reinado de D. João II, permitiu uma imagem global sobre as viaturas que participaram neste evento.
De regresso a Campo Maior, foi servido o almoço nas instalações da quinta da Família Nabeiro, cujo parque ostentava uma colecção de viaturas clássicas de fazer inveja…
Após o almoço, e seguidamente à entrega de lembranças alusivas ao evento, concluiu-se a sexta edição do Na Rota dos Cafés Delta, ficando todos os participantes com vontade que rapidamente decorra a sétima edição deste excelente passeio de viaturas clássicas.
Para concluir, deixo as fotos de algumas das "preciosidades" presentes neste evento:
O Opel Rekord Olympia, de 1957, pertencente ao Eduardo Cristiano, organizador deste magnífico evento e a quem deixo aqui os meus parabéns quer pela excelência da organização, quer pelo belo exemplar que possui.
O Renault 4 CV, de 1956, pertencente ao Francisco Carrasco Perez, que foi uma muito agradável companhia do '02 neste evento.
O "decano" dos automóveis participantes, um Le Zebre de 1909, pertencente a José Vasconcelos.
Até ao VII Na Rota dos Cafés Delta...
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